Com estes nomes, Paulo Bento garante que a selecção ganha «capacidade de jogar de diversas formas»: «Tendo em conta o que o adversário vai pedir veremos a melhor forma de abordar o jogo inicial com a Dinamarca. Com este grupo de 23, a selecção tem a capacidade e possibilidade de jogar de diversas formas, quer em sistema de jogo, quer em método que quer utilizar, sabendo o que temos de fazer em função da classificação e objectivos, o que nos levará a ter iniciativa. Tudo isto foi tido em em conta nesta convocatória», esclareceu Paulo Bento.
O novo seleccionador da equipa das quinas confirmou, ainda, que Cristiano Ronaldo se vai manter como capitão, depois de nos últimos dois jogos ter sido Ricardo Carvalho a envergar a braçadeira devido à ausência do madeirense. «O capitão da selecção é Ronaldo porque tem todas as condições para exercer esse cargo. Já o é há algum tempo e é um jogador que representa muito para a selecção dentro e fora do campo», sublinhou o sucessor de Queiroz, ressalvando, ainda assim, algumas questões relacionadas com a exigência de que Cristiano é alvo: «Não terá o peso total da selecção nacional, pois isso ficará comigo. Não podemos pensar que o Cristiano Ronaldo, por ser um dos melhores do Mundo, pode resolver todos os problemas. Por isso, contamos que é um jogador importante para ajudar a selecção e vai fazê-lo como capitão, mas não com a responsabilidade total», assegurou.
Nesta «era Paulo Bento» que agora começa, depois de um Mundial algo conturbado e ainda após o abandono de alguns jogadores importantes, o técnico mostrou-se tranquilo quanto à receptividade dos jogadores: «Quando chegar a hora e para o jogo com a Dinamarca sei o que quero dizer em cada dia e tenho a certeza que os jogadores serão receptivos à mensagem».
Relativamente à chamada de Pepe, que pode alinhar como central ou trinco, Paulo Bento deixou claro que o luso-brasileiro jogará de acordo com as necessidades: «Pepe é central de origem, o que não impede que não possa jogar como médio em determinando momento, tendo em conta os interesses da selecção», admitiu o novo seleccionador nacional.
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